
XXI – Domingo do Tempo Comum
22-08-2026“Se Jesus de Nazaré é o frente-a-frente decisivo, o ponto de referência para o qual temos, continuamente de voltar, é porque, como nenhum outro, Ele nos dá a medida do Homem.
Ao espelho deste Ser livre, fraternal e desinteressado, eu descubro-me dominador e ambicioso.
Vendo como Ele faz viver todos quantos encontra, recusando olhá-los através de preconceitos e de categorias, dando-lhes inteiro crédito e exigindo deles o máximo, eu aprendo, por contraste, o que é uma relação mortal e quanto ao meu comportamento quotidiano, aos meus preconceitos e ao meu espírito de “gueto” contribuem para fechar os outros num inferno sem saída.
Da sua soberana independência e lucidez crítica frente a todos os poderes e desordens estabelecidas, eu encontro a denúncia das minhas cobardias, dos meus conformismos e resignações perante o mal e a desgraça.
Na sua recusa do sofrimento e da morte dos outros e na aceitação do seu próprio sofrimento e da sua própria morte com preço da luta travada pela libertação dos homens, eu tomo consciência da minha indiferença para com tudo o que me atinge directamente no meu próprio coração.
O seu enraizamento na Humanidade conduz-nos para um futuro de Liberdade e da Vida. A sua Palavra, hoje como há 2 mil anos, põe a nu a nossa maldade e faz-nos nascer para uma Humanidade mais consciente da sua diversidade e da sua unidade e para uma coexistência mais construtiva e fraternal.”
(Resposta de George Casalis à pergunta: “Para si quem é Jesus Cristo?”)


